A HISTÓRIA DO ROCK IN ROLL

July 13, 2010
 
Atemporal e eterno  – Por Maira Cristina

ROCK – Treze de julho dia mundial do gênero musical com mais de 50 anos e que ainda guarda o vigor e a rebeldia de um adolescente.

Foto: A TARDE Maira Cristina
 
O ritmo, que nasceu com os negros americanos, é filho direto do blues do Mississipi. Esse som eletrizante, proibido para as mocinhas brancas, era tachado pela conservadora sociedade americana dos anos 50 como coisa do diabo e que devia, a todo custo, ser evitado.

Nos primórdios, Fats Domino, já em 1949, vendia mais de 1 milhão de cópias do primeiro single The Fat Man, Chucky Berry alucinava as platéias com seus solos de guitarra e Little Richard era o responsável por sucessos como Tutti Frutti e Long Tall Sally. Mas esse era apenas o começo. Lá pela metade dos anos 50, na onda das vibrações que vinham do gueto negro, aparece um garoto com voz potente, uma dança desconcertante e sexy, que, para espanto geral, era branco: Elvis Presley. Nascia o primeiro pop star do planeta, o rei do rock. Com Elvis, o rock chegou com todo vigor ao público branco. Já não tinha mais volta. A semente da rebeldia estava ali, e uma música poderosa, capaz de mudar comportamentos e influenciar gerações, também. Os jovens, agora, sabiam como se expressar.

Rebeldia

Nos anos 60, o mundo entrava de vez na sociedade de consumo. A televisão ditava modas, e a guerra fria era a grande paranóia. Garotos imberbes percebiam que a música era o grande sonho libertário. Eles queriam mudar o mundo, mas, em vez de armas, eles pegavam em guitarras.

Em 61, na Califórnia, os Beach Boys faziam o maior sucesso com uma surf music que tinha um pé no doo woop (aquele estilo de grupos vocais, que usavam terninhos, estalavam os dedos e eram muito afinados). Brian Wilson, o gênio por trás do grupo, estava decidido a fazer um disco inteiro conceitual, e não apenas uma colagem de singles, como era costume na época. Então, fizeram Pet Sounds, um dos mais lindos álbuns da história do rock.

Também nos Estados Unidos, Bob Dylan fazia um cruzamento entre o folk e o rock. Nas letras, engajamento político e poesia.

Do outro lado do Atlântico, na primeira metade da década, vinha a chamada invasão britânica, que tomou conta das paradas americanas. Grupos que, influenciados pela música negra americana, agora compunham as próprias canções, com refrão fácil, letras elaboradas e que agradavam em cheio ao público jovem, alvo da indústria fonográfica pós-Elvis. Daí, vieram The Kinks, Animals, The Who, The Faces, Rolling Stones e Beatles.

Os rapazes de Liverpool chegaram para sacudir o mundo, estabelecer de vez a cultura pop e fazer da música uma verdadeira revolução. Jovens e bonitos, logo caíram no gosto das mocinhas.

Nessa época, outra banda iria estabelecer novos padrões para o rock. Agora, com uma atitude mais rebelde e agressiva e com um som mais pesado, com raízes no blues: os Rolling Stones. Numa jogada de marketing, a trupe de Mick Jagger era o oposto dos Beatles: nada de terninhos e sorrisos para a platéia, os Stones eram durões e encarnavam a rebeldia que se espera de uma banda de rock.

Os jovens continuavam procurando novos sons e formas de expressar seus anseios. Em 65, surge, na Califórnia o The Doors, liderado pelo gênio alucinado de Jim Morrison. Nessa época, as drogas eram comuns no rock, e Morrison foi um voraz consumidor, que acabou morrendo de overdose, aos 27 anos, em Paris. Outro americano que também foi fundo nas drogas e morreu de overdose, aos 27 anos, foi o gênio da guitarra Jimi Hendrix.

Em meados da década, o movimento hippie estava a todo vapor, pregando paz, amor e sexo livre. Além de Jimi Hendrix, Janis Joplin era outro ícone desses jovens de cabelos grandes, batas e que usavam as drogas para expandir a mente. O maior evento dessa geração foi o Festival de Woodstock, que, em 69, reuniu milhares de jovens numa fazenda para três dias de música. É em Woodstock que Crosby, Still, Nash and Young toca para mais de 400 mil pessoas. Era a estréia de Neil Young no grupo, o bardo canadense, que já estava na estrada com o seu folk desde o começo da década.

Mas, em Nova Iorque, no final dos anos 60, a história era outra. Um movimento artístico reunia atores, poetas, artistas plásticos e músicos, muitos deles gravitando em torno de Andy Warhol. E foi na Factory que surgiu uma das bandas que mais influenciaram o rock nos anos seguintes: o Velvet Underground. A banda conseguia juntar a poesia crua de Lou Reed, que falava de drogas, travestis e prostitutas, com arranjos experimentais e de vanguarda de Jonh Cale. Tudo isso, na voz melancólica da modelo européia Nico.

 
Atemporal e eterno – II

ROCK Anos 70 trouxeram psicodelia, glamour e punk rock. Os 80, um som gótico, dark, com melancolia no ar.

A década de 70 estourou alguns movimentos que já estavam em prática nos anos 60. Um deles foi o chamado rock progressivo, que tinha composições de até 15 minutos, muitas vezes se aproximando da música erudita. Os músicos eram virtuoses, e o som, viajante. A banda mais famosa dessa época foi a Pink Floyd, que, no começo, tinha como letrista e guitarrista o insano Syd Barret, que logo foi afastado por causa das drogas. O Pink Floyd ficou famoso com álbuns como The Dark Side of The Moon e The Wall. Numa onda mais progressiva e menos pop, estavam bandas como King Crimson, Gênesis, Emerson Lake and Palmer, Yes e Love.

Com um estilo completamente diferente, no qual tocar não era o mais importante e sim a atitude e a energia que se colocavam na música, estavam os Stoogues de Iggy Pop, que já traziam a semente do punk. Iggy Pop era o anti-herói do rock: franzino e mal-encarado. Xingava a platéia e cortava-se todo no palco, ficando coberto de sangue. As drogas estavam lá, claro. E pesadas. A banda formou-se em 67, em Michigan, e só gravou três álbuns.

Outra vertente do rock dos anos 70 foi o chamado heavy metal ou sua quase alma gêmea: o hard rock. Aqui, roupas de couro pretas, cheias de tachinhas, cabelos compridos e guitarristas metidos a semideuses. Muitas bandas exploravam o tema do satanismo, o que arregimentava uma legião de fãs adolescentes. Foi daí que surgiram o Black Sabbath, de Ozzy Osbourne, Judas Priest, Scorpions, Iron Maiden, Kiss, Alice Cooper, AC/DC e muitos outros. O Led Zeppelin também trafegava nessa praia, com um pouco mais de poesia, o que traria uma das boas parcerias do rock: Robert Plant e Jimmy Page.

De outro lado, surgia um rock glamuroso em que a androginia era parte do visual, que carregava na maquiagem e nas roupas espalhafatosas de plumas e lamês. Era o glam rock ou glitter (purpurina). Aqui, aparece o camaleão do rock: David Bowie, que, em 72, lançava o personagem Ziggy Stardust e virava uma lenda da música pop. Dessa leva glam, também vem o excêntrico Roxy Music, de Brian Ferry e Brian Eno; o T-Rex, de Marc Bolan, e os alucinados rapazes do New York Dolls, que se vestiam de mulher e tocavam como loucos. Fizeram a fama, com outros artistas (Patti Smith, Television, Richard Hell), do santuário do punk de Nova Iorque: O CBGB. Dali, também, saiu a turma dos Ramones, que pode ser considerada a primeira banda punk da história e fazia um som pesado e rápido, na base dos três acordes.

Na Inglaterra, em 75, Malcom Maclaren, que já tinha sido empresário dos Dolls e era dono de uma loja de roupas que mais parecia um sex shop, forma a banda que seria um dos maiores fenômenos da história do rock: os Sex Pistols. Estava criada a base do movimento punk. Logo, camisetas rasgadas, alfinetes de segurança, cabelos coloridos, arrepiados ou ao estilo índio moicano eram a moda dos rebeldes londrinos. Os shows dos Pistols eram uma loucura, assim como as performances do vocalista Jonnhy Rotten (Joãozinho Podre, por causa dos dentes estragados) e do baixista Sid Vicious, que morreu de overdose, em Nova Iorque, aos 21 anos, acusado de assassinar a namorada Nancy Spungen.

Com os Pistols, outras bandas punk aparecem. Dessas, a mais importante foi a The Clash, formada em 76.

Da Alemanha, vem um som mais conceitual, uma mistura de música erudita com efeitos eletrônicos, experimentações. Era o Kraftwerk, que pode ser considerado o precursor da eletrônica, juntamente com o Can e o Neu. Daí surge o Krautrock.

Anos 80

Chegam os anos 80, ainda com aquele restinho de onda punk. Mas o gosto de ressaca estava no ar. Essa geração vinha cheia de melancolia, com uma rebeldia mais triste, sombria e solitária. Nas letras, muitas vezes niilistas, um lirismo que representava muito bem o sentimento dos jovens da época. Era o pós-punk. De Liverpool, vinha o Echo and The Bunnymen, e de Manchester, o Joy Division, com toda a tristeza do vocalista Ian Curtis, que se enforca, aos 22 anos de idade. O resto da banda formaria o New Order.

Darks e góticos também eram bem representados pelo Sister of Mercy, The Mission, The Cult e Bauhaus.

Ao contrário dos góticos, uma galera queria fazer música divertida e para dançar. Era a new wave chegando, com roupas coloridas, gel no cabelo e muita alegria, como o B’52 e o Talking Heads, de David Byrne.

Com certeza, as três bandas mais famosas nos anos 80 foram The Cure, The Smiths e U2. A Cure tinha aquele visual dark, só usava roupa preta, batons escuros, maquiagem e cabelos arrepiados. Era a rapaziada liderada por Robert Smith. The Smiths, considerada por muitos como a melhor banda dos 80, apostava no lirismo das letras de Morrissey e nas guitarras de Jonnhy Marr. Os irlandeses da U2 desde o começo traziam uma preocupação política nas letras como em Sunday Blood Sunday.

Anos 90

Na Califórnia, os rapazes do Red Hot Chilli Pepers começam a estourar em 89, com um som pesado, às vezes misturado com hip hop. Mas o grande movimento da década vinha de Seattle. Garotos que não estavam nem aí para o visual, vestiam jeans rasgado, camisas de flanela quadriculada e faziam um som alternativo, em pequenos clubes e bares da cidade. O que parecia um movimento underground isolado, em pouco tempo, vira o mainstream, quando a pequena gravadora subpop lança, em 89, o primeiro disco de uns garotos que estavam começando. O disco era Bleach, e os garotos eram o Nirvana. Em menos de dois anos, a banda liderada por Kurt Cobain sai de Seattle para o mundo e, em 91, lançam o álbum mais importante da década: Nervermind. O grunge explode e vira moda e atitude para milhões de adolescentes. O movimento ainda tinha Pearl Jam, Mudhoney, Soundgarten e Alice in Chains, todas de Seattle. Pronto, a geração de 90 já tinha o seu som garantido e também o seu ídolo: Kurt Cobain. O casamento com Courtney Love, para muitos, fazia lembrar a história de Sid Vicious and Nany Spungen. O amor era grande, e as brigas, também. As drogas tornam-se cada vez mais constantes. Seguindo o destino trágico da família (dois de seus tios se mataram), o ídolo de milhões de jovens suicida-se aos 27 anos com um tiro de espingarda. Era o fim do grunge.

O feminismo também passa pelo rock in roll, com as Riot Grrrrrl, garotas que empunham guitarras e soltam o verbo no palco, com um som pauleira mesmo, punk rock. Bons exemplos desse estilo são Bikini Kill, o Hole de Cortney Love, Sleater-Kinney e L7.

A década de 90 também abriga o britpop, que vem da Inglaterra e abarca grupos bastante distintos, como o polêmico Oasis, dos irmãos Galangher, o Blur, de Dalman Albarn, o cultuado Radiohead, de Tom York, o Pulp, de Jarvis Cocker, e o Suede.

Agora, no novo milênio, uma volta aos 60: bandas que fazem um sonzinho fofo, alegre, adolescente, como os escoceses do Belle and Sebastian, que até já fez escola, com seguidores como Looper, Salako e Gentle Waves. Outra vertente engloba o pop rock açucarado do Travis, Coldplay e Starsailor.

Enquanto isso, os americanos Strokes e White Stripes e os suecos The Hives conservam o vigor do bom e velho rock in roll.

(Maira Cristina é jornalista).

 

Dia da consciência negra

November 19, 2009

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O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de Novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.

A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).

Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.

Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.

O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a “generosidade” da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.

A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.

Proclamação da República – 15/11

November 14, 2009

A Proclamação da República Brasileira foi um episódio, na História do Brasil, que instaurou o regime republicano no Brasil, derrubando a Monarquia do Brasil e o Imperador D. Pedro II do Brasil. Ocorreu dia 15 de novembro de 1889 no Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, na Praça da Aclamação, hoje Praça da República, quando um grupo de militares do Exército brasileiro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, deu um golpe de estado sem o uso de violência, depondo o Imperador D. Pedro II.

Foi instituído, naquele mesmo dia 15, um “Governo Provisório” republicano. Faziam parte deste “Governo Provisório”, organizado na noite de 15 de novembro, o Marechal Deodoro da Fonseca como presidente, Floriano Peixoto como vice presidente, e, como ministros, Benjamin Constant, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk, todos membros regulares da maçonaria brasileira.

Assim, ao mesmo tempo em que a legitimidade imperial decaía, a proposta republicana – percebida como significando o progresso social – ganhava espaço. Entretanto, é importante notar que a legitimidade do Imperador era distinta da do regime imperial: Enquanto, por um lado, a população, de modo geral, respeitava e gostava de D. Pedro II, por outro lado tinha cada vez em menor conta o próprio Império. Nesse sentido, era voz corrente, na época, que não haveria um “III Reinado“, ou seja, a monarquia não continuaria a existir após o falecimento de D. Pedro II, seja devido à falta de legitimidade do próprio regime monárquico, seja devido ao repúdio público ao príncipe consorte, marido da princesa Isabel, o francês conde D’Eu).

Embora a frase do líder republicano paulista Aristides LoboO povo assistiu bestializado” à proclamação da república, tenha entrado para a História do Brasil, pesquisas históricas, mais recentes, têm dado outra versão à aceitação da república entre o povo brasileiro: É o caso da tese de Maria Tereza Chavez de Mello (A república consentida, Editora da FGV, 2007), que indica que a república, antes e depois do 15 de Novembro, era vista popularmente como um regime político que traria o desenvolvimento, em sentido amplo, para o país.

Antecedentes da Proclamação da República

A relativa estabilidade política do Império do Brasil veio a ser abalada, dando lugar a um regime político que alguns setores da sociedade acreditavam ser mais adequado aos problemas da época.

A partir da década de 1870, como conseqüência da Guerra do Paraguai (também chamada de Guerra da Tríplice Aliança) (1864-1870), essa crise foi tomando corpo, como resultado de vários fatores de ordem econômica, social e política que, somados, conduziram aqueles setores à conclusão de que a monarquia precisava ser superada. Adicionalmente, ainda havia as seguintes questões:

  • A classe média (funcionários públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes) estava crescendo nos grandes centros urbanos e desejava maior liberdade e maior participação nos assuntos políticos do país. Identificada com os ideais republicanos, esta classe social passou a apoiar o fim do império.
  • O imperador D. Pedro II não possuía filhos, apenas filhas. O trono seria ocupado, após a sua morte, por sua filha mais velha, princesa Isabel, casada com um francês, Gastão de Orléans, Conde d’Eu, o que gerava o receio em parte da população de que o país fosse governado por um estrangeiro.

[editar] A crise econômica

A crise econômica agravou-se em função das elevadas despesas financeiras geradas pela Guerra da Tríplice Aliança, cobertas por capitais externos. Os empréstimos brasileiros elevaram-se de três milhões de libras esterlinas em 1871 para quase vinte milhões em 1889, o que causou uma inflação da ordem de 1,75% ao ano, no plano interno.

[editar] A questão abolicionista

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Abolicionismo no Brasil

A questão abolicionista impunha-se desde a abolição do tráfico negreiro em 1850, encontrando viva resistência entre as elites agrárias tradicionais do país. Diante das medidas adotadas pelo Império para a gradual extinção do regime escravista, essas elites reivindicavam do Estado indenizações proporcionais ao número de escravos alforriados.

Com a decretação da Lei Áurea (1888), e ao deixar de indenizar esses grandes proprietários rurais, o império perdeu o seu último pilar de sustentação. Chamados de “republicanos de última hora”, os ex-proprietários de escravos aderiram à causa republicana.

De qualquer forma, o império mostrou-se bastante lento na solução da chamada “Questão Servil”, o que, sem dúvida, minou sua legitimidade ao longo dos anos. Mesmo a adesão dos ex-proprietários de escravos, que não foram indenizados, à causa republicana, evidencia o quanto o regime imperial estava atrelado à escravatura.

Assim, logo após a Princesa Isabel assinar a Lei Áurea, João Maurício Wanderley, Barão de Cotejipe, o único senador do império que votou contra o projeto de abolição da escravatura, profetizou:

Cquote1.svg “A senhora acabou de redimir uma raça e perder o trono! Cquote2.svg

Barão de Cotegipe

[editar] A questão religiosa

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Questão religiosa

Desde o período colonial, a Igreja Católica enquanto instituição encontrava-se submetida ao Estado. Isso se manteve após a Independência e significava, entre outras coisas, que nenhuma ordem do Papa poderia vigorar no Brasil sem que fosse previamente aprovada pelo Imperador (Beneplácito). Ocorre que, em 1872, Dom Vital e Dom Macedo, bispos de Olinda e Belém do Pará respectivamente, resolveram seguir por conta própria as ordens do Papa Pio IX, não ratificadas pelo Imperador e pelos presidentes do Conselho de Ministros, punindo religiosos ligados à maçonaria.

D. Pedro II, aconselhado pelos maçons, decidiu intervir na questão, solicitando aos bispos que suspendessem as punições. Estes se recusaram a obedecer ao imperador, sendo condenados a quatro anos de trabalho braçal (quebrar pedras). Em 1875, graças à intervenção do Duque de Caxias, os bispos receberam o perdão imperial e foram colocados em liberdade. Contudo, no episódio, a imagem do império desgastou-se junto à Igreja.

[editar] A questão militar

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Questão Militar

Os militares do Exército Brasileiro estavam descontentes com a proibição, imposta pela monarquia, pela qual os seus oficiais não podiam manifestar-se na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra, além de que os militares não possuíam uma autonomia sobre a defesa do território, estando sujeitos às ordens do Imperador que se sobrepunha inclusive às ordens dos generais.

Além disso, freqüentemente os militares viam-se e sentiam-se desprestigiados e desrespeitados. Por um lado, os dirigentes do império eram civis, cuja seleção era extremamente elitista e cuja formação era bacharelesca, mas que resultava em postos altamente remunerados e valorizados; por outro lado, os militares tinham uma seleção mais democrática e uma formação mais técnica, mas que não resultavam nem em valorização profissional nem em reconhecimento político, social ou econômico. Nesse sentido, inúmeros militares precisavam de dois, três ou mais empregos para poderem pagar suas contas, não raro contraindo sucessivas dívidas. Por fim, a ascensão profissional era difícil e baseada em critérios personalistas (em vez de meritocráticos).

A Guerra do Paraguai, além de difundir os ideais republicanos, evidenciou aos militares essa desvalorização, que se manteve e mesmo acentuou-se após o fim do conflito. O resultado foi a percepção, da parte dos militares, de que se sacrificavam por um regime que os desprezava.

A atuação dos republicanos e dos positivistas

Durante a Guerra do Paraguai, o contato dos militares brasileiros das mais diferentes patentes com os combatentes de outros países levaram-nos a considerar com (maior) seriedade as relações entre problemas sociais e regimes políticos. A partir disso, começou a desenvolver-se entre os militares de carreira e os civis convocados para lutar no conflito a preocupação com a república e com o desenvolvimento social brasileiro.

Dessa forma, não foi casual que a propaganda republicana tenha por marco inicial a publicação do Manifesto Republicano em 1870, seguido pela Convenção de Itu (1873) e pela militância dos Clubes Republicanos, que se multiplicaram a partir de então pelos principais centros no país.

Além disso, vários grupos foram fortemente influenciados pela maçonaria (Deodoro e todo seu ministério era formado por maçons) e pelo Positivismo de Auguste Comte, especialmente após 1881, quando surgiu a Igreja Positivista do Brasil. Seus diretores, Miguel Lemos e Raimundo Teixeira Mendes, iniciaram uma forte campanha abolicionista e republicana.

As idéias de muitos dos republicanos eram veiculadas pelo periódico A República, que, segundo alguns pesquisadores, dividiam-se em duas correntes principais:

  • os evolucionistas, que admitiam que a proclamação era inevitável, não justificando uma luta armada, e
  • os revolucionistas, que defendiam a possibilidade de que se pegasse em armas para conquistá-la, com mobilização popular e reformas sociais e econômicas.

Essas propagandas republicanas eram realizadas pelos que, depois, foram chamados de “Republicanos históricos” (em oposição àqueles que se tornaram republicanos apenas após o 15 de Novembro, chamados de “Republicanos de 16 de novembro“). Embora houvesse diferenças entre cada um desses grupos – em termos de estratégias políticas para a implementação da República e também do conteúdo substantivo do regime a instituir -, a idéia geral de que a república deveria ser um regime progressista, contraposto à exausta monarquia, era um denominador comum a todos eles. Dessa forma, a proposta do novo regime revestia-se de um caráter social e não apenas estritamente político.

O Golpe Militar de 15 de novembro de 1889

No Rio de Janeiro, os republicanos insistiram com o marechal Deodoro da Fonseca, para que ele chefiasse o movimento revolucionário que substituiria a monarquia pela república. Depois de muita insistência dos revolucionários, Deodoro concordou em liderar o movimento.

O golpe militar, que estava previsto para 20 de novembro de 1889, teve de ser antecipado. No dia 14, os conspiradores divulgaram o boato de que o governo havia mandado prender Benjamin Constant Botelho de Magalhães e Deodoro da Fonseca. Notícia que posteriormente se revelou falsa. Por isso, na madrugada do dia 15 de novembro, Deodoro iniciou o movimento que pôs fim ao regime imperial.

Os conspiradores dirigiram-se à residência do marechal Deodoro, que estava doente com dispnéia[1], e convencem-no a liderar o movimento.

Com esse pretexto, ao amanhecer do dia 15 de Novembro, o marechal Deodoro da Fonseca, saiu de sua residência, atravessou o Campo de Santana e, do outro lado do parque, conclamou os soldados do batalhão ali aquartelado (atual Palácio Duque de Caxias) a se rebelarem contra o governo. Oferecem um cavalo ao marechal, que nele montou e, segundo testemunhos, tirou o chapéu e proclamou “Viva a República!”. Depois apeou, atravessou novamente o parque e voltou para a sua residência. A manifestação prosseguiu com um desfile de tropas pela Rua Direita (atual 1º de Março) até o Paço Imperial.

Os revoltosos ocuparam o quartel-general do Rio de Janeiro e depois o Ministério da Guerra. Depuseram o Ministério e prenderam seu presidente, Afonso Celso de Assis Figueiredo, Visconde de Ouro Preto. Na tarde do mesmo dia 15, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foi solenemente proclamada a República. D. Pedro II, que estava em Petrópolis, retornou ao Rio. Pensando que o objetivo dos revolucionários era apenas substituir o Ministério, o Imperador D. Pedro II tentou ainda organizar outro, sob a presidência do conselheiro José Antônio Saraiva. No dia seguinte, o major Frederico Sólon Sampaio Ribeiro entregou a D. Pedro II uma comunicação, cientificando-o da proclamação do novo regime e solicitando sua partida para a Europa, a fim de evitar conturbações políticas.

Consta que Deodoro não dirigiu crítica ao Imperador D. Pedro II e que vacilava em suas palavras. Relatos dizem que foi uma estratégia para evitar um derramamento de sangue.

Sabia-se que Deodoro da Fonseca estava com o tenente-coronel Benjamin Constant ao seu lado e que havia alguns líderes republicanos civis naquele momento.

No Paço, o presidente do gabinete (primeiro-ministro), Visconde de Ouro Preto, pediu ao comandante do destacamento local, Floriano Peixoto, que prendesse os amotinados. Floriano recusou-se e, manifestando sua adesão ao movimento republicano, deu voz de prisão ao chefe de governo, que era o presidente do Conselho de Ministros Visconde de Ouro Preto.

O Imperador, em Petrópolis, foi informado e decidiu descer para a Corte. Ao saber do golpe, reconheceu a queda do Gabinete e procurou anunciar um novo nome para substituir Ouro Preto. No entanto, como nada fora dito sobre República até então, os republicanos mais exaltados, tendo Benjamin Constant à frente, espalharam o boato de que o Imperador escolheria Gaspar Silveira Martins, inimigo político de Deodoro desde os tempos do Rio Grande do Sul, para ser o novo chefe de governo. Com este engodo, Deodoro foi convencido a aderir à causa republicana. O Imperador foi informado disso e, desiludido, decidiu não oferecer resistência.

À noite, na Câmara Municipal do Município Neutro, o Rio de Janeiro, José do Patrocínio redigiu a proclamação oficial da República dos Estados Unidos do Brasil, aprovada sem votação. O texto foi para as gráficas de jornais que apoiavam a causa e só no dia seguinte (16 de novembro) anunciou-se ao povo a mudança do regime.

[editar] A Proclamação da República perante a História do Brasil

É possível considerar a legitimidade ou não da república no Brasil por diferentes ângulos.

Do ponto de vista do “Código Criminal do Império do Brasil“, sancionado em 16 de dezembro de 1830, o crime cometido pelos republicanos foi:

Art. 87. Tentar diretamente, e por fatos, destronizar o Imperador; privá-lo em todo, ou em parte da sua autoridade constitucional; ou alterar a ordem legítima da sucessão. Penas de prisão com trabalho por cinco a quinze anos. Se o crime se consumar: Penas de prisão perpétua com trabalho no grau máximo; prisão com trabalho por vinte anos no médio; e por dez anos no mínimo.”

O movimento de 15 de Novembro de 1889 não foi o primeiro a buscar a República, embora tenha sido o único efetivamente bem-sucedido, e, segundo algumas versões, teria contado com apoio tanto das elites nacionais e regionais quanto da população de um modo geral:

No que se refere ao 15 de Novembro, embora se argumente que não houve participação popular no movimento que mudou o regime, o fato é que também não houve manifestações populares de apoio à monarquia, ao imperador ou de repúdio ao novo regime.

Alguns pesquisadores argumentam que, caso a monarquia fosse “popular” – o que não era – haveria movimentos contrários à república em seguida, além da Guerra de Canudos. Entretanto, segundo alguns pesquisadores, o que ocorreu foi uma crescente conscientização a respeito do novo regime e sua comemoração pelos mais diferentes setores da sociedade brasileira. Versão oposta é dada pela pesquisadora, Maria de Lourdes Mônaco Janoti, no livro “Os subversivos da República“, que mostra o medo dos republicanos, nas primeiras décadas da república, em relação a uma possível restauração da monarquia no Brasil, e mostra ela, também, em seu livro, a repressão forte, por parte dos republicanos, a toda tentativa de se organizar grupos políticos monárquicos naquela época.

Neste sentido, um caso notável de resistência à república foi o do líder abolicionista José do Patrocínio, que, entre a abolição da escravatura e a proclamação da República, manteve-se fiel à monarquia, não por uma compreensão das necessidades sociais e políticas do país, mas, romanticamente, apenas devido a uma dívida de gratidão com a princesa Isabel. Aliás, nesse período de aproximadamente 18 meses, José do Patrocínio constituiu a chamada “Guarda Negra”, que eram negros alforriados organizados para causar confusões e desordem em comícios republicanos, além de espancar os participantes de tais comícios.

Em relação à ausência de participação popular no movimento de 15 de novembro, um documento que teve grande repercussão foi o artigo de Aristides Lobo, que fora testemunha ocular da proclamação da República, no Diário Popular de São Paulo, em 18 de novembro, no qual dizia:

Cquote1.svg Por ora, a cor do governo é puramente militar e deverá ser assim. O fato foi deles, deles só porque a colaboração do elemento civil foi quase nula. O povo assistiu àquilo tudo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditaram seriamente estar vendo uma parada! Cquote2.svg

Aristides Lobo

Na reunião na casa de Deodoro, na noite de 15 de novembro de 1889, foi decidido que se faria um referendo popular, para que o povo legitimasse, por meio do voto, a república. Porém esse plebiscito só ocorreu 104 anos depois, dentro da vigência da atual Constituição de 1988, no dia 21 de abril de 1993. O seu resultado foi inequívoco: A república foi aprovada pela grande maioria da população, com 86% dos votos válidos.

Referências

  1. Proclamação da República – O fim do Império

[editar] Ver também

Commons

[editar] Ligações externas

Precedido por
Segundo reinado
Proclamação da República Brasileira
1889
Sucedido por
República Velha

Começa festa de Nossa Senhora Achiropita, na Bela Vista, em SP

August 2, 2009

01/08/09 – 20h26 – Atualizado em 01/08/09 – 20h32

Principal atração são pratos feitos pela comunidade italiana.
Evento é realizado durante cinco finais de semana de agosto.

Começou neste sábado (1º) a Festa de Nossa Senhora Achiropita, patrocinada por voluntários católicos de origem italiana que moram na Bela Vista, região central de São Paulo. 

Veja o site do SPTV

Durante cinco finais de semana de agosto, na Rua 13 de Maio – a mais movimentada do bairro – os frequentadores podem encontrar pratos típicos da cozinha italiana, entre eles, espagueti, fogaza, pimentão e berinjela recheados e o tradicional pastelzinho, criado há mais de 30 anos pelos voluntários da festa.

 

A Paróquia de Nossa Senhora Achiropita espera a presença de 200 mil pessoas e o consumo de 10 toneladas de macarrão e de 10 mil litros de vinho. 

Chag Pessach Sameach!

April 8, 2009

por Majô Casarotto


O cumprimento acima quer dizer Feliz Pessach, em hebraico, e é dito durante uma das festas judaicas mais importantes. Restaurantes especializados capricham nos cardápios para a celebração

 

 
Prato para o serviço de Seder do Pessach, com Betzá, Maror, Zeroá, Charoset, Matza e Karpás

O Pessach - a festa da Páscoa judaica – é comemorado por sete dias. Ele tem início com uma cerimônia na noite do 14º dia do mês de Nisan (o primeiro mês do calendário judaico, que neste ano será ao entardecer desta quarta-feira, dia 8 de abril). Em todo o mundo, as famílias judaicas reúnem-se para o Seder do Pessach, ceia ritual em que relembram a libertação dos hebreus, depois de um longo período de cativeiro no Egito, há mais de 34 séculos. Assim, o sentido da cerimônia é o de louvar a libertação.O seder é dividido em 15 partes, iniciando-se com orações e um gole de vinho. A criança mais nova da família inicia o ritual com quatro perguntas em forma de canto sobre o sentido das cerimônias e a saída dos judeus do Egito. Passa-se então às leituras da Hagadá, livro que conta a história da libertação do povo hebreu, escravizado no Egito. Por essa leitura procura-se ensinar às futuras gerações por que aquela noite não é como as outras.
O pão que se come durante a noite, no chamado Seder de Pessach, e nos demais sete dias subsequentes, é o pão ázimo (sem fermento), denominado Matza. Esse alimento simboliza o êxodo dos hebreus que, na pressa de deixar o Egito, não podiam esperar que o pão fermentasse. Aliás, durante esses oito dias, os judeus não devem comer nada que tenha fermento. São os chamados chametz, alimentos que contenham grãos como trigo, cevada, espelta, aveia e centeio, que fermentam em contato com água. Também faz parte da tradição do Seder comer ovos cozidos (Betzá), símbolo da vida eterna; raiz forte e folhas amargas (Maror), que lembram as amarguras da escravidão; um purê de maçãs ou tâmaras (Charoset), que representa a argamassa utilizada pelos escravos nas construções das pirâmides do Egito, a pata dianteira de uma ave ou de um cordeiro, que representa o cordeiro pascal (Zeroá), e o Karpás, que consiste em mergulhar um pedaço de salsão ou aipo em uma vasilha com água e sal, para lembrar o sofrimento do povo hebreu no Egito.
No Pessach são as crianças que conduzem a festa. Cabe a elas abrir a porta para a visita do profeta Elias que, segundo a tradição, vai a todos os lares nesta noite para trazer suas bênçãos. As crianças demonstram, abrindo as portas, a segurança de estarem sob a proteção de Deus. São elas também que participam da busca do afikoman, um pedaço de matsá que os mais velhos escondem pela casa.

 
O guefilte fish da Cecília, que vem acompanhado com raiz forte de beterraba, do AK Delicatessen
 
Entrada do AK Delicatessen, em Higienópolis

Representantes da autêntica gastronomia judaica de São Paulo (cidade que, segundo dados do IBGE possui a maior colônia judaica do Brasil), os restaurantes Z-Deli e o AK Delicatessen, prepararam menus especiais para a festa de Pessach. No AK Delicatessen, da chef Andrea Kaufmann, entre os dias 9 e 16 de abril, um cardápio extenso, recheado de opções simbólicas e tradicionais, para o jantar festivo.
Há desde o prato simbólico para rezas do Seder, com Betzá, Maror, Zeroá e Charoset, por R$ 42, até um cardápio com entradas variadas, opções para mesa fria, pratos principais e sobremesas, por R$ 212,80 (sugestão 1, para 4 pessoas), R$ 241,60 (sugestão 2, para 4 pessoas), R$ 196,80 (sugestão 3, para 4 pessoas) e R$ 220,80 (sugestão 3, para 4 pessoas, kosher). O tradicional guefilte fish da Cecília, e o Pastrami da casa, também oferecido na opção kosher, estão entre os destaques. Há ainda peças inteiras de Vitela com osso ao forno, de Cordeiro com osso ao forno (ambos por R$ 249, cada peça de 3 kg, para 5 pessoas) e de Robalo com manteiga e ervas e vinho branco (R$ 340, 4 kg, para 5 pessoas). Para as sobremesas, sugestões como Bolo de Mel (Leikach) de Pessach, com calda de chocolate (R$ 64, para 8 pessoas) e Cheesecake sem farinha (R$ 72, porção para 8 pedaços).

 
O Charoset, que será servido no bufê do Z-Deli
Já o bufê de almoço do tradicionalíssimo Z-Deli será especialíssimo a partir do dia 9 de abril, com pratos para o Pessach. Além de servi-los na casa, o restaurante também aceita encomendas. Entre as sugestões, há o clássico gefilte fish, o charoset, que mistura maçã, canela, uva-passa, vinho e nozes e vitela assada com acompanhamentos. Para a entrada, o Matza, raiz forte, patê de fígado e ovo e arenque marinado. Nas sugestões de sobremesas, Bolo Especial de Pessach, Bolo Alpino de Chocolate com calda de chocolate e Bolo de Mel, Maçã e Nozes.

Chag Pessach Sameach!

Leia mais sobre Pessach na coluna Toques da Mary.

 

 
Detalhe de uma das mesas do Z-Deli, cuja marca registrada são as paredes, cobertas de fotos de clientes

SERVIÇO

Z-Deli
Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1.350, tel. 3064-3058.
Al. Lorena, 1.689, tel. 3088-5644
R. Haddock Lobo, 1.386, tel. 3083-0021.

Ceagesp faz festival da imigração japonesa

September 21, 2008

Domingo, 21 de Setembro de 2008 
 

Comidas típicas, artes marciais, shows e danças folclóricas japonesas e estandes com artesanato vão marcar o Festival 100 anos de Imigração Japonesa na Ceagesp. O evento é uma homenagem aos comerciantes de origem nipônica que marcaram a história do entreposto. Das 10 às 18 horas, na Avenida Doutor Gastão Vidigal, 1.946, portão 7. Entrada franca.

Exposição celebra 200 anos dos Dragões da Independência

August 25, 2008

A Câmara sedia a partir de hoje uma exposição comemorativa dos 200 anos de criação do Regimento de Cavalaria de Guardas Dragões da Independência. A exposição poderá ser visitada até 7 de setembro, das 9 às 17 horas, no Salão Negro.

Entre os destaques do acervo, que pertence ao regimento, encontra-se uma réplica do quadro “O Grito do Ipiranga”, de Pedro Américo, que está no Museu do Ipiranga. Os Dragões escoltavam o príncipe regente dom Pedro 1º no momento do brado de independência do Brasil, às margens do rio Ipiranga, em 7 de setembro de 1822.

Outra peça importante é uma caleça (carruagem) de 180 anos, que foi doada ao regimento pela Câmara de Comércio Brasil-Suíça, em 1976. A carruagem de quatro rodas costuma abrir o desfile de Sete de Setembro e transportar autoridades em cerimônias. Neste ano, por causa da exposição na Câmara, a caleça não vai participar da parada na Esplanada dos Ministérios.

Documentos históricos
Também estarão expostos documentos históricos, entre eles cartas do general Osório, o patrono da cavalaria brasileira. Uma carta do general Bartolomeu Mitre para o general Osório descreve as operações na Guerra do Paraguai. Outro documento, do Visconde de Pelotas, relata o interrogatório de um general paraguaio, preso durante o conflito.

A exposição destaca fotos com formações de cavalaria (carrossel militar), incluindo o primeiro desfile dos Dragões em Brasília, em 1968. Na época, o regimento era comandado pelo então coronel João Baptista de Oliveira Figueiredo, que se tornaria depois o último presidente do regime militar, entre 1979 e 1985.

O visitante ainda poderá ver os quatro modelos de capacetes dos Dragões, espadas, bandeiras, condecorações, medalhas e a coleção de aquarelas “Uniforme do Exército Brasileiro”, de José Wasth Rodrigues.

Regimento de Cavalaria
O ano oficial da criação dos atuais Dragões da Independência é 1808, quando foi organizado o 1º Regimento de Cavalaria do Exército. Como forma de prestigiar e distinguir a data, o dia 13 de maio foi escolhido para assinatura do decreto de sua criação, pois era aniversário de dom João 6º, então príncipe regente.

Em 1936, por meio de decreto, o então 1º Regimento de Cavalaria passou a ostentar a denominação histórica “Dragões da Independência”. Era a concretização da idéia do deputado Gustavo Barroso, que sugeriu esse título em um projeto de lei na Câmara dos Deputados, em 1917.

A farda característica dos Dragões da Independência foi concebida pelo pintor francês Jean Baptiste Debret, durante a missão artística francesa no Brasil, em 1816. O fardamento homenageia a Imperatriz Maria Leopoldina, arquiduquesa da Áustria, e tem inspiração na tropa de Cavalaria de Dragões daquele império.

Quando foram transferidos do Rio de Janeiro para Brasília, em 1968, os Dragões da Independência ficaram subordinados ao Comando Militar do Planalto. A unidade é responsável, juntamente com o Batalhão da Guarda Presidencial, pela proteção dos palácios da Alvorada, do Planalto, do Jaburu e da Residência Oficial da Granja do Torto. O cerimonial militar da Presidência da República também é atribuição da unidade.

Da Assessoria de Imprensa/PT

(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência Câmara’)

Agência Câmara
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Visita real

June 21, 2008
21.06.2008
 
 
 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 

 
O príncipe Naruhito surpreende alunos e professores da Faculdade de Direito da USP discursando em bom português.

A festa no sambódromo começaria à 13hs. Já tinha muita gente esperando para ver o príncipe. A festa deste sábado seria dividida em três partes.

Na primeira teria apresentação de grupos de folclore, artes marciais e a dança do centenário com mil participantes.

A segunda parte da festa começaria às 16h30, com a presença do príncipe Naruhito, haverá a apresentação de uma orquestra filarmônica e a chegada da Tocha da Amizade.

A terceira parte começaria às 18hs com um desfile que contaria a vida dos japoneses no Brasil desde 1908.

No segundo dia de visita a São Paulo, o príncipe Naruhito esteve na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco. Ele surpreendeu alunos e professores discursando em bom português.

O auditório lotado aguardava a presença do príncipe. Alunos e professores da Faculdade de Direito do Largo São Francisco foram surpreendidos com uma fala em português de Naruhito.

“E desejando uma parceria mais sólida e contínua entre o Japão e o Brasil”, falou o príncipe.

“Eu vejo que há um comprometimento da comunidade japonesa com a comunidade brasileira e é fruto dessa parceria que temos hoje um desenvolvimento, eu diria, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país”, falou a reitora Suely Vilela.

“Ele quebrou as nossas expectativas porque apresentou uma simpatia gigantesca”, contou a estudante Marion Celli.

Os compromissos do príncipe herdeiro continuaram na zona leste da cidade. Ele visitou o Parque do Carmo, lugar que tem uma ligação especial com a comunidade japonesa. O bairro de Itaquera, próximo ao parque, concentra uma das maiores colônias japonesas da cidade.

Após a execução dos hinos do Japão e do Brasil, foi inaugurada uma obra de arte chamada “Sonho e Gratidão”, uma homenagem à amizade entre os dois países. As esculturas são do artista japonês Kota Kinutani, que conduziu o príncipe por um passeio entre as sete pedras de granito.

Depois, Naruhito plantou um pé de ipê. Ao lado, o prefeito Gilberto Kassab plantou uma muda de cerejeira. Simpático, mais uma vez o príncipe sorriu e acenou para as pessoas que queriam vê-lo de perto.

“A gente lembra dos antecedentes da gente. Minha avó que veio pra cá e sofreu. Eu estou emocionada”, falou a aposentada Maria Helena dos Santos.

A poucos metros dali, um lugar que o príncipe fez questão de conhecer. A Escola Estadual Cidade de Hiroshima existe há 39 anos e foi criada para aproximar as crianças brasileiras da cultura japonesa. Ele passou por algumas salas de aula e acompanhou as atividades dos alunos do Projeto Viva-Japão. Na 5ª série F, o príncipe conheceu Rafael. Ele perguntou e o príncipe respondeu.

“Eu perguntei se ele estava gostando de São Paulo e ele disse que não é a primeira vez que vem aqui e que está gostando muito de ficar aqui”, falou Rafael.

No fim da visita, os alunos fizeram uma apresentação de dança típica japonesa. A passagem do príncipe ganhou placa comemorativa e entrou para a história da escola e dos alunos.

Depois de um dia cheio agitado, a noite do príncipe foi mais calma. Ele teve um encontro de apenas meia hora em um hotel na região dos Jardins com representantes da comunidade nipo-brasileira e com japoneses que vivem no Estado de São Paulo.

Naruhito cumprimentou os 60 convidados e às 19hs saiu para um jantar reservado, que não pode ser acompanhado pela imprensa, na residência oficial do cônsul-geral do Japão. Duas horas e meia depois, escoltado por policiais federais, o príncipe herdeiro voltou ao hotel onde está hospedado.

Disciplina oriental

June 21, 2008
21.06.2008
 
 
 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 

 
Os figurantes ensaiaram para participar da festa que comemora os cem anos de imigração japonesa ao Brasil.

Dez mil figurantes vão participar da festa que comemora os cem anos de imigração japonesa ao Brasil. Na noite da sexta-feira, houve ensaios.

N concentração do sambódromo, em vez de mulheres exuberantes com trajes mínimos, moças comportadas vestiam o tradicional kimono japonês.

“Quem sabe a gente não lança uma nova moda. Não sei se vai chamar tanta atenção, mas que a gente vai dar o nosso melhor, vamos”, avisou a microempresária Miriam Maruyama Croce.

Para Mirian, é hora também de relembrar os antepassados da família. “Eu estou com o traje que era da minha avó, que tem mais ou menos em torno de 70 a 75 anos. Então, estou usando em homenagem a ela”, contou.

Ela está entre os 600 voluntários que vão participar do desfile do centenário da imigração.

“Vamos mostrar um pouquinho da esperança de vir para o Brasil, mostrar um pouquinho da desesperança, das dificuldades do início e vamos terminar com uma grande festa de integração. Ms o sentimento que a gente gostaria de passar para os nossos avós, seria de que valeu a pena os cem anos no Brasil”, falou Izumu Honda, organizador do desfile.

A integração entre as culturas está presente também na organização da festa. A consultora de mídia Elizabeth Fagundes esteve várias no Japão como passista de escola de samba. Agora, vai participar do desfile para retribuir o carinho que recebeu do outro lado do mundo.

“Eu sou voluntária do Festival do Japão por gostar muito da cultura, do pessoal japonês. Então, eu venho, ajudo. Quando estivemos no Japão, fomos muito bem recebidas, foi maravilhoso, maravilhoso”, contou Elizabeth.
 
A estudante Karine Nascimento veio do Rio Grande do Norte para animar a platéia. “Minha única ação poderia ser única nem que fosse pra dar um abraço em uma única pessoa que tivesse participando. Estou extremamente feliz por estar fazendo parte dessa história do centenário da imigração japonesa”, falou.

A Escola de Samba Unidos de Vila Maria, que homenageou o centenário da imigração no carnaval este ano, também vai estar no Anhembi. O som da bateria da escola vai se misturar ao dos tambores japoneses, o taiko.

A tecnologia, muito presente no Japão, também vai fazer parte desta festa. Tikara, mascote do centenário, criado por Maurício de Souza, vai animar o público através dos telões que foram espalhados pelo sambódromo.

“O casamento que a gente está fazendo entre cultura japonesa, entre cultura popular brasileira, com o carnaval, entre artistas e tecnologia de vanguarda, está sendo uma experiência muito interessante”, avaliou a diretora artística do desfile Lala Deheinzelin.

Temas como os cuidados com a natureza e a sustentabilidade serão abordados durante o evento. Um boneco, que ainda não estava completo, traria a terra nas mãos. É a tradução da principal mensagem do desfile: o futuro depende de nós.

“Simboliza não só o passado, mas principalmente o futuro porque o objetivo desse espetáculo é deixar uma mensagem de futuro. Importa menos os cem anos que passaram e mais os cem que virão”, concluiu Lala.

Várias pessoas chegaram cedo ao Anhembi para assistir às apresentações do centenário da imigração japonesa, mas principalmente para ver o príncipe Naruhito, nem que seja de longe.

A família Ikeda veio em peso de Cafelândia, no interior de São Paulo, onde muito imigrante japonês começou a vida na lavoura de café. É a típica família mestiça.

Na fila, quanta diferença. Ninguém deitado nem acampado. O maior silêncio. É só timidez e reverência.

No estacionamento, placas de diversas cidades. Algumas senhoras alegres chegaram depois de seis horas de viagem e estavam inteiraças para dançar e com tudo em cima: cabelo cenoura espetado, bicolor só no charme, loiro e cheio de reflexo. E elas vão ensaiavam a dança que o príncipe veria. Kimono bem pensado, com abertura estratégica para ventilar.

Festa japonesa

June 21, 2008
21.06.2008
 
 
 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 

 
Colônia japonesa comemora o centenário da imigração no Brasil. Saiba os detalhes desta festa.

Chegou o tão esperado dia para a colônia japonesa. É hoje o encontro com o príncipe Naruhito no Anhembi. Vinte e cinco mil pessoas devem lotar as arquibancadas do sambódromo.

Conheça os detalhes desta festa em comemoração ao centenário da imigração japonesa no Brasil. Será, certamente, um fim de semana de grande emoção para a colônia japonesa.

Nas arquibancadas, famílias de várias partes de São Paulo e até de outras cidades assistirão às apresentações de música, dança, artes marciais e do tradicional taiko. Mas o que todos querem ver é o príncipe Naruhito, o filho mais velho do imperador Akihito. O príncipe deve chegar ao Anhembi por volta de 16h30. Ele vai ficar na tenda das autoridades, que passou por uma vistoria do Gate, Grupo de Ações Táticas Especiais.

A movimentação foi grande durante toda a manhã no sambódromo. Tudo tinha de estar impecável para a recepção ao príncipe Naruhito. Os preparativos para a festa do centenário também contaram com ajuda de um grupo de fãs do estilo de vida oriental.

Centenas de pontinhos azuis espelhados pelo sambódromo. São eles que vão garantir que tudo funcione direitinho. Mais de dois mil voluntários de entidades religiosas chegaram cedo para um dia em que trabalho não vai faltar.

“A gente está passando todo o ensinamento budista para que a gente possa contribuir de alguma forma com esses japoneses que vieram para o Brasil há cem anos”, disse a voluntária.

Muitas horas antes do inicio das apresentações, a área de concentração do sambódromo estava completamente tomada. Até parecia carnaval, com todos seus elementos: música, dança, instrumentos musicais, ansiedade. Entre tantos figurinhos coloridos, um bem mais básico chama a atenção: é a roupinha branca dos praticantes de rádio taissô, a ginástca rítmica japonesa.

“No Japão foi fundado em 1928 e naquela época não havia TV nem CD nem DVD. Então, era transmitido através do rádio”, contou o instrutor.

Outra turma se preparou durante a manhã para deixar emocionados o príncipe e todo o público. A Orquestra Filarmonica Brasileira Ikeda vai tocar o tema da festa e também preparou uma versão especial de Aquarela do Brasil.

Na manhã deste sábado o príncipe teve um compromisso em Santos, cidade que recebeu há cem anos os primeiros imigrantes.

Foi no porto que desembarcou o navio Kassato Maru, trazendo os primeiros imigrantes que sonhavam encontrar no Brasil mais oportunidades para as famílias.

O príncipe Naruhito deixou o hotel na região dos Jardins por volta de 9h30. A comitiva seguiu de carro em direção à Rodovia dos Imigrantes.

Mais do que uma porta de entrada para a nova vida no Brasil, Santos foi a cidade adotada por muitos imigrantes japoneses que estão orgulhosos com a visita do príncipe herdeiro.

Durante muitos anos Santos foi conhecida como Porta do Sol Nascente. Estima-se que entre 1908 e 1968 duzentos e sessenta mil japoneses entraram no Brasil pelo porto da cidade.

Apesar de terem saído do outro lado do mundo para trabalhar em lavouras no interior de São Paulo e no Vale do Ribeira muitas famílias escolheram Santos para fazer a vida.

Na segunda metade do século 20, o governo japonês a apoiar a estruturação da colônia no Brasil. Grandes terrenos foram comprados em várias regiões do Estado e repassados aos imigrantes que quisessem vir ao Brasil. Em Santos, o dinheiro foi usado para adquirir um imóvel que passou a abrigar a sede da sociedade japonesa.

“Era neste lugar que os líderes da colônia japonesa se encontravam para determinar os rumos da vida social da colônia”, contou Sadao Nakai, diretor da Associação Japonesa de Santos.

No prédio funcionava também uma escola que recebia filhos de japoneses de todo o litoral paulista. Em 1942, durante a 2ª Guerra Mundial, o imóvel foi confiscado pela união e ficou em poder dos militares.

Em dezembro de 2006, num acordo com o governo brasileiro, a Associação Japonesa de Santos teve de volta a sua antiga sede. Uma restauração foi feita para recuperar as características originais do imóvel. Os últimos dias foram de muito trabalho.

O príncipe participou da inauguração da escultura da artista plástica Tomie Ohtake, que esteve presente na cerimônia. A obra tem 20 de comprimento, 15 de altura e dois de largura. Foram usadas 80 toneladas de aço. A estrutura tem chapas especiais mais resistentes à ação do tempo. A escultura integra o parque público que está sendo construído no emissário.


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